Mostrando postagens com marcador Eduardo Waack. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eduardo Waack. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Pessoas & Lugares: Novo Livro de Eduardo Waack

Novo Livro de Eduardo Waack - Pessoas & Lugares
Um roteiro histórico, geográfico, sentimental e cultural: quase memórias

Imagem 1: Contracapa do Livro Pessoas e LugaresFonte: Disponível em < https://www.google.com.br/search? q=imagens+eduardo+waack+pessoas+elugares&safe=off&tbm=isch&imgil=idN2RnoycL30GM%253A%253BLi yuqvBUqZvYSM%253Bhttp%25253A%25252F%25252Fletrastaquarenses.blogspot.com%25252F2015%25252F10%25252 Fpessoas-waack-antonio-cabral-filho-rj.html&source=iu&pf=m&fir=idN2RnoycL30GM%253A%252CL iyuqvBUqZvYSM%252C_&usg=__YYu4kDU4TJQKZ38O9E9S-mGvzbo%3D> site



Aqui cabe o antigo verso: semel emissum volat irrevocabile verbum  tão logo pronunciada, a palavra voa irrevogavelmente (KIERKEGAARD, 1841).



INTRODUÇÃO:

A vida sem a arte e a cultura talvez não seja nada mais senão um amontoado de outras coisas que, aparentemente, valem a pena apenas enquanto são ou estão novas e moderna, uma vez que elas se tornam obsoletas tão logo são consideradas como “gastas”. Mas nem tudo nesta vida se gasta (ou desgasta) e deteriora. Nas palavras de simplicidade, carregadas com toda as suas abrangências e forças, de Eduardo Waack, além de demais palavras contidas no Jornal O Boêmio, trazem-se em si, sem dúvida alguma, um pouco mais dos valores imateriais (e fundamentais) que tanto nos ajudam na nossa caminhada por estas terras.
Em 2015, O Boêmio entrou em seu 25º ano de circulação interrupta na cidade de Matão, sendo também enviado aos mais distantes rincões do território nacional, do Rio Grande do Sul ao Amazonas. [...] Somos alternativos porque buscamos maneiras de sobreviver e divulgar ideias libertárias sem nos vender ao sistema ou deixarmos de lado os ideias que nos guiam e iluminam. Aqui não mentimos nem bajulamos! Mas precisamos da colaboração de todos: patrocinadores, leitores, assinantes e simpatizantes. Precisamos de crítica e doelogio(WAACK, 2015,p.79).

Ainda bem que desde os meus dezoito anos, aproximadamente, eu acredito ter a consciência de que, sim, existem outros valores e importâncias na vida que não são, exclusivamente, aqueles mensuráveis de formas monetária e financeiramente; uma vez que existem valores mais úteis e agradáveis que são entendidos como arte, cultura, boas filosofia de vida, bem viver, boas filosofia da natureza, bem conviver, & sustentabilidade, harmonia e equilíbrio, entre demais palavras com sentidos bem próximos a estes: no propagar de uma nova consciência planetária.
A respeito de sua consciência sobre o seu lugar no “mundo”, o movimento hippie foi um dos que trouxe um grande foco humanitário na questão da poluição, do consumismo e da necessidade da quebra do preconceitos e dos paradigmas que não cabem mais em um novo mundo mais global, amoroso e compreensivo. Seja isto, se dando no rever de velhos hábitos, ou revendo formas de se relacionar, ou mesmo reinterpretando a significância de conceitos como sucesso, conforto, liberdade e, em uma palavra, reinventando a “contemporaneidade”; ou seja isto com ações práticas, vivendo em comunidades harmonizadas com o ambiente, com casas (e comunidades, e, futuramente, quiçá, cidades inteiras) sustentáveis e ecológicas, com trabalhos que sejam integrados e harmônicos ao meio ambiente e etc. De um modo prático ou de outro modo se apresenta novasformas de estar no mundo: propaga-se, com isto, as novas ou readequadas maneiras de se ver e viver a vida.
  O jornal o Boêmio, desde a década de 1990 já aponta para a questão da vivência harmônica com todo o conjunto que se entende como o planeta Terra Vivo: a Gaia, ou a mãe natureza; os outros, a si mesmo e os antepassados (in memoriam); com os bons sentimentos; e etc.
Quando os hippies superaram a si mesmo, as suas mesquinhezes, suas cupidezes, e por fim, surgiu o New Hippie; onde o discurso do amor livre e do respeito à natureza não são apenas metódicos ou sintomáticos de demagogia; muito pelo contrário, o new hippie (novo hiponga) preocupa-se com estas questões, tal como com a qualidade de vida das novas gerações; preocupa-se com a questão da água, do lixo, do solo, da poluição, do respeito, enfim, de viver uma vida de um modo em que o planeta não se desgaste tanto (ou melhor – regenere-se) com a ação do homem em suas muitas formas de organização e convivência em sociedade.
Filosoficamente, por minha parte, acredito que se o Jornal (de Cultura Popular Independente e Evolucionária! - WAACK) O Boêmio fosseexatamente uma pessoa, era bem provável que esta pessoa seria um paradigma hiponga irretocável; um sedutor boêmio, com uma exata consciência de cada uma das reações possíveis à suas ações em sociedade.
Comecei a ler o Boêmio na virada do século XX para o XXI, e inclusive, participava com textos de opiniões polêmicos, que o editor do jornal, Eduardo Waack, gentilmente diagramava para mim, na forma da tipografia gráfica, aquilo que eu tinha datilografado em sulfite; de modo que se fosse tais textos do sulfite para o papel jornal; e ainda, recentemente, tive poesias minhas publicadas, mais uma vez, com muita gentileza da parte do poeta Eduardo, nas prestigiadíssimas páginas d’O Boêmio; só tenho agradecer isto e fazer uma pequena contribuição divulgando O Jornal O Boêmio, Eduardo Waack, o Livro “Pessoas & Lugares”, o site da Revista de os Jaivas; e etc.
Além de escrever livros, escrever e editar O Jornal Boêmio, de instruir-se e instruir aos demais, e de seus afazeres corriqueiros, EduardoWaack ainda é editor da versão (América) latina do site da revista de Los Jaivas; esperamos que o leitor possa também acompanhar esta postagem; e, se possível, as demais obras de Eduardo Waack.
Eu desejo desde já uma boa leitura, espero que eu tenha conseguido captar a atmosfera do livro de Eduardo para fazer esta resenha de modo apropriado a vocês, prezados leitores deste blog; tudo bem?
Sintam-se à vontade para comentar e para entrar em contato para saber maiores detalhes de como obter o livro físico;
Ou entre em contato se quiser assinar O Boêmio;
E, não deixe de conferir e visitar os links indicados ao final da postagem;
Obrigado por sua vista a este blog. Por compartilhar e por dedicar parte de seu tempo interagindo com este site. #Peace

Trata-se de um livro super atual sobre o Brasil, nossa memória, nossa cultura, nossa arte, nossas histórias e nossa gente. Uma história contada sobre a ótica da memória, da terra, da estrada e do pensamento.
Um livro muito bom de ser lido, de bela arte gráfica e de uma atmosfera totalmente equilibrada entre histórias e informações, entre detalhes, e arte & cultura.
Este post faz uma breve resenha deste Título: Pessoas & Lugares.

1. Das Viagens do Livro
O livro “Pessoas & Lugares” tem ótimos roteiros e detalhes sobre regiões turísticas deste nosso maravilhoso Brasil natural e quase que intocável pela civilização; além de também fazer comparações de diferentes épocas de visitações, dando ao leitor uma clara imagem da ação do homem na paisagem e no ciclo natural. Fornece ainda detalhes de pousadas, parques, pontos de suporte a turistas, e etc.
Nesta postagem destacam-se os seguintes conteúdo do livro “Pessoas & Lugares”, sobre os Lugares:
·       PELAS TRILHAS DA SERRA DA CANASTRA: texto que aborda viagens por Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Narra uma aventura no Parque Nacional da Serra da canastra, encontrando a nascente do Velho Chico. “Conhecendo a nascente do Rio São Francisco, místico local onde o vento forte açoita e marca o rosto, os fantasmas gritam e ainda é possível avistas, com certa facilidade, animais silvestres ameaçados de extinção” (WAACK, 2015, p. 06). O texto apresenta ainda um belo panorama das cachoeiras e trilhas (e locais interessantes) da região, além de ressaltar características naturais da região, como as observadas pelo botânico francês August de Saint-Hilaire.

·       AS IGREJAS DE OURO PRETO: mais um texto impressionante de Eduardo Waack sobre Minas Gerais, com minúcias de detalhes sobre o aspecto histórico e cultural de Ouro Preto, e as obras de Aleijadinho; além de dizer sobre o Tiradentes, a Mina do Chico Rei; o vilarejo das Lavras Novas, o Pico do Itacolomi (um antigo quilombo) e etc.  

·       NAS CACHOEIRAS DE VISCONDE DE MAUÁ: narrativa de viagens envolvendo a localidade mística de Visconde de Mauá (a seis quilômetros de Maringá) – entre os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. “Desta vez, em plena era de Aquarius, nos hospedamos em Maringá, também dividida em dois pelo intrépido rio Preto, nascido no Pico das Agulhas Negras, na Serra da Mantiqueira, que desde 1937 é protegida pelo Parque Nacional de Itatiaia” (WAACK, 2015, p. 39).  Destaque ainda para o ressalte do contraste entre o natural e o produzido, manufaturado, dado pelo autor ao texto; refletindo-se pelas descrições dos pássaros encontrados na região e as modificações que a paisagem sofre em virtude da potencialidade turística.

·       A ILHA DO CARDOSO: fica na divisa de São Paulo e Paraná, uma bela região de Mata Atlântica. “Quem conhece a Ilha do Cardoso se admira com a quantidade de pássaros, flores e a enorme diversidade biológica do local” (WAACK, 2015, p. 64). Deve realmente se tratar de um lugar paradisíaco onde uma parte de nossas matas brasileiras originais, ou bem próximas das originais, ainda mostram toda a sua magnitude e exuberância enaltecedora-mente lindas.

2. Das Memórias do Livro
Imaginemos um pouco, quantas memórias não suportam o intelecto e o coração de um escritor? E de um poeta? E de um filosofo naturalista? De um artista? De um douto das culturas e do bem estar e cultivar?
Este livro é essencialmente memorial; além, claro, do conteúdo das “Pessoas & Lugares”.
Tal título tem muitas memórias, muitas!, muitíssimo importantes – esta redundância era de fato necessária: trata-se de como o próprio autor (Waack) bem sub-titulou, de umas quase memórias.
Nesta postagem destacam-se os seguintes conteúdo do livro “Pessoas & Lugares”, sobre as Memórias:
·       CANÇÕES DO FRONT: trata-se de um texto sobre o 1º livro de poemas individual publicado por Waack – Canções do Front. Publicado pela Editora do Escritor, fundada pelo escritor Benedicto Luz e Silva, este livro – Canções do Front – encontra-se a espera de uma nova edição, revista e ampliada. “Canções do Front não é apenas mais um livro de estreia, antes nos revela o início de um poeta” (Benedicto Luz e Silva, in Introdução Canções do Front).

·       RELEMBRANDO OLAVO PICCI: muito emocionante e empolgante o texto sobre o Olavo Benito Picchi, um dos mentores por trás do forma e de conteúdo-lógico d’O Boêmio, segundo o próprio editor, Eduardo Waack(2015). Olavo publicou seu primeiro livro em 1979; e ele era um próprio boêmio das noites de Matão; e ajudou Eduardo, por dois anos, na edição d’O Boêmio. Os dois foram vizinhos de chácaras, no bairro Boa Vista em Matão/SP. Curiosidades sobre o autor que se descobre lendo estas maravilhosas páginas, muito bem escritas. Texto em homenagem a este grande articulador cultural, artista e poeta que Matão presenciou. “A verdade é que ninguém escreve, seja poesias, contos, romances ou crônicas, para deixar seus textos adormecidos no fundo de uma gaveta” (WAACK, 2015, p. 44).

3. Dos Encontros do Livro:
Eduardo é um grande viandante, um grande errante deste nosso Brasil de meu Deus. Ele, por suas razões especiais, fixou-se em Matão há um tempo, mas nem por isto deixou de cumprir a sua função de caminhante com os ventos, em busca de melhores pores-do-sol, melhores paisagens, melhores harmonias, melhores sensações e sentimentos, enfim, na sua busca pessoal e intrínseca.
Em meio ao Caminho, existem os encontros, alguns são furtuitos, outros de destino; com sorte, em rumos eternos e imutáveis.
Nesta postagem destacam-se os seguintes conteúdo do livro “Pessoas & Lugares”, sobre as Pessoas:
·       ERICKSON LUNA, POETA DAS MADRUGADAS: o encontro de Eduardo e Erickson se deu em Olinda (PE), em 1987 e mesmo após 20 anos esta amizade ainda inflamava inspirações e opiniões. Luna nos deixou em 2007, mas a sua poesia permanece inabalada, graça a veracidade de seus ideais.

·       O CAPITAL, ANO 25: o jornal o Capital é editado por Ilma Fontes, a lendária literata e jornalista underground nacional (Waack, 2015).  Emocionante relato da época em que se recebia jornais por correspondência e de quando alegra-se a casa com o exemplar recém publicado, na chegada do malote dos correios.

·       CRONOLOGIA DE UMA SAUDADE (em memória de José Luiz Dutra de Toledo): é um texto que sinceramente merece muito ser lido, diz de muitas coisas, interpretei como que dizendo de uma amizade transcendental a tudo: ao riso, a utopia, ao que não veio. “O riso não veio / não veio a utopia / e tudo acabou / e tudo fugiu / e tudo mofou / e agora, José? (DRUMMOND DE ANDRADE, 1998, p. 21)

4. Das Poesias do Livro:
O livro todo em si é poético e culturalmente artístico ou artisticamente culto. Foi muito difícil selecionar apenas algumas partes, todo o livro é muito bem escrito e argumentado. Vale muito a pena ser lido, consideravelmente.
Nesta postagem destacam-se os seguintes conteúdo do livro “Pessoas & Lugares”, sobre os textos e poemas:
·       LOS JAIVAS E SUA MÚSICA UNIVERSAL: este texto foi recentemente publicado no site da revista de Los Jaivas, Brasil. Vale dar uma olhada, com certeza. Diz de conjunto chileno formado em 1963, com formação que alterou-se para superar as “baixas do tempo”, em texto apresenta momentos memoráveis da banda, como a apresentação para mais de um milhão de pessoas em Buenos Aires (na Argentina, 2010).

·       RECIFE 87: poema muito bem desenvolvido sobre a chuva, a forma e as pessoas da cidade. “anúncios luminosos / barro / a babilônia / leva doze e paga dez / não perca esta oferta” (WAACK, 2015, p. 21).

·       CONSIDERAÇÕES SOBRE O POEMA FANTOCHE: impressionante escrito de Eduardo sobre as ruas e a vida no Brasil da década de 1980 a hoje. Diz ainda de experiências de vida e impressões que nós, ditas pessoas normais, ou “de vez em quando sociáveis” temos dos outros, sejam os menos privilegiados ou aqueles que não se enquadram em nossos confortáveis estereótipos de existência.

·       Aos Novos Artistas: quem não conhece esta fábula moderna em forma de poema deve conhecer o quanto antes. “Pretendem ser artistas / mas nunca tocaram o pé à lama. Nunca / abriram os narizes e abertamente respiraram / o mau cheiro do outro” (WAACK, 2105, p. 05).

5. Da Impressão Geral do Livro
O Livro é muito bem confeccionado; é muito agradável de ser lido, ou mesmo de se folhear despretensiosamente (em busca de inspiração ou insights, por exemplo), pois tem muito boas ilustrações.
Existe todo um trabalho nas fontes das poesias e um trabalho com a disposição das poesias ao longo do livro, que tornam a leitura muito mais agradável. Assim, a lógica e o andamento do livro são os melhores possíveis;
Deste modo é que ele se apresenta: boa impressão, boa disposição do texto, boas fontes, bom tamanho das letras; e sobre as ideias do livro, são bem eloquente, elegantes, sustentáveis e muito éticas.
Contatos com o autor pelo e-mail: eduardowaack@gmai.com


Imagem 2: Eduardo Waack e a Capa do Livro Pessoas & LugaresFonte: Disponível em < process.com.br site <www. Process.com.br>


Palavras Finais

Eu quis selecionar apenas alguns trechos do livro para ser citado e analisado, apenas para que você leitor possa saber um pouco mais de que livro falamos, uma vez que intenção aqui não é a de dar todos os detalhes do Livro do Eduardo, não, mas apenas, de que você leitor possa se interessar mais pela literatura de Waack e d’O Boêmio. Assim foi muito difícil selecionar apenas alguns trechos pois toda a obra é maravilhosa, e também, pretendia-se não estragar a surpresa do leitor quando em contato com o livro físico em questão. Por isto, também, não foram ditas muitas informações sobre os conteúdos analisados.
A leitura nos mostra uma outra visão do Brasil, um contraponto àquilo que é visto nas mídias e é de opinião da grande maioria das pessoas, uma vez que o autor nos mostra uma realidade mais voltada as questões mais pessoais (íntimas e quase que intransferíveis – de tão pessoais – mas que o autor conseguiu nos repassar), questões mais de personalidade e de visão interna da realidade externa do mundo. Isto é, o livro é tanto de viagens externas, de paisagem, como viagens a personalidades, a pessoas, a encontros, circunstâncias e etc. E este é um ponto de grande destaque no título abordado nesta postagem.
No mais, parabéns ao autor (Eduardo Waack), por mais esta obra muito condizente com a nossa real situação como nação, e condizente com o papel a que nós podemos ter (e fazer) como indivíduos em sociedade; além de parabenizar aos patrocinadores que tornaram esta obra possível e realizada – patrocínio é fundamental, sempre –; além de que a sorte também é toda nossa, dos leitores que tem acesso a esta obra, haja em vista a atitude que tal livro exibe (e impõe positivamente – com sugestões sinceras) ao dar noções bem claras daquilo que de fato devemos valorizar na vida e na arte.
Um livro que nos faz refletir no estar no mundo, no ser enquanto viajante do mundo e que se relaciona com os outros e com todas as coisas da natureza.



Referências:

DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos (1902 – 1987). Antologia Poética. Organizado pelo autor. 39° ed. Rio de Janeiro: Record, 1998,
KIERKEGAARD, Soren (1813  1855). O Conceito de Ironia. Tradução de Álvaro Luis Montenegro Valls. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2015 [Coleção Folha. Grandes Nomes do Pensamento; Vol. 25].
WAACK, Eduardo. Pessoas & Lugares - Um roteiro histórico, geográfico, sentimental e cultural: quase memórias. Organizado pelo autor. Matão: O Boêmio, 2015.

LINKs:
Revista de Los Jaivas (Eduardo Waack é o editor da versão latina do site): http://brasil.revistadelosjaivas.com/
Blog de Edson Fernando de Souza Sobre O Boêmiowww.mataooboemio.blogspot.com.br

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Toda Poesia Online I

Postagem com duas poesias: uma de Eduardo Waack, e outra de Edson Fernando.
Boa leitura
E obrigado por lerem e compartilharem este blog na web e em suas redes sociais.
Muito Obrigado. Namaste.

° Eduardo WaackAs Flores da Caatinga

Há de surgir um poema
Dera Deus de minhas mãos
Um filho de luz, profundo e puro
Como as flores da caatinga,

Que saiba se defender.
Que tenha cheiro de mato,
De animal selvagem. Um poema despojado
Que liberte o homem de sua descrença.

Que louve o alimento a todos
E que também seja lido. Dádiva
De uma estrela chamada amor,
Fruto de firme organização.

Eu conto as minhas horas,
Enquanto isso crianças morrerão,
Idosos serão humilhados e cretinos
Subirão ao poder.

Há de surgir um poema
Contra qualquer poder opulento, cor
Da terra e sangue, nunca um batom,
Antes uma chaga.
(WAACK, 2015, p.77)


° Edson Fernando: OLHADA TRANSPASSADA

Havia um vazio intransponível
tão extenso e solitário
que era amargo como uma fumaça
densa e aprisionadora
- que nem se quer se mistura ao ar.

Um som com bom tom / tal bom tom como
crateras de matracas encravadas
na ruptura da craque-lação
das ideias sem concepção
natural – suas
e de apelos ao seu lado ‘sentimentalão’.

Uma abstração mais delongada que a sua própria aplicação
E, dotado, uma vivência doada à solidão.

São os ecos que se ouvem em seu coração
que dizem

“Larga mão de tua opressão
vivas o hoje, viva o outro
saias da clausura
e vais, para ganhar as ruas”.

Vou consigo na andança
Olhar por onde anda com
a postura que alavanca –
muito mais – a roda da esperança?

... Percebi o desejo que desertou no outro...

“Há um ponto positivo na crise (crisis):
Ela exibe mais as pessoas
- as expõem a elas mesmas
do modo exato
ou quase (ou praticamente) exato,
e assim, as pessoas têm mais
chances de se conhecerem entre si.”

Tá bom – como não formar união?
Ainda mais em época de crise?
Quando o que mais temos é
a nós mesmos?
E no mais
quer sair da crise? =
crise  -  S (de Sair) =
crie

Faça, refaça – ultrapassa
a crise, a solidão, a raiva,
a falta de concepção
supera a era da abstração
sem finalidade – aptidão
para ser mais do que
os demais acham que você é
pode ser.

E com aquele outro lá,
Aquele que se interessou por você,
- juntos – vocês podem mais
do que simplesmente viver
renegados a abismos de
vaidades e situações passadas - erradas -,

Mais do que os passos seus que se perderam no tempo,
naquela olhada transpassada, foi quando vi a intenção que ali havia,
De Que Um Dia, as coisas seriam como deveriam ser; ser assim
Entre vocês, e mesmo entre as suas relações com os outros no mundo.

Onde apenas seriam permitidos a vocês que se sorrissem e se divertissem. E que
Vivessem em um mundo com muito mais gente vivendo de um modo ainda muito mais contente.
(SOUZA, 2015)

sábado, 11 de agosto de 2012

O boêmio versão on line


Matão(SP) - O_boêmio_on_line  -  Ano 1 ; nº 08

cultural popular independente e evolucionária!






Reciclar é dar vida nova.

Recicle!




Situações II


    Incrível como diversas situações em nossas vidas podem nos impulsionar para novos rumos que podem, e por vezes o são, serem muito melhores e mais interessante do que os planos que tínhamos feitos. Nem por um momento decepcione-se ou perda tempo se queixando daquilo que perdeu, concentre em sonhos bons, em metas a cumprir e prêmios a adquirir; os demais, talvez sejam encarregados por outros e nem mesmo tenha que lidá-los diretamente. Concentre-se na Criação produtiva.

     Aqui temos novos conteúdos e novas versões para o nosso tão amado O boêmio. Hoje veremos conteúdo de duas edições a  de nº 267 de 16 de Dezembro de 2011 e a de nº  269 de 20 de Janeiro de 2012.

 Boa leitura.

Do editor do blog, Edson Fernando.


DO TEMPO QUE NÃO CESSA 

E NÃO MARCA COMPROMISSOS


    Mais um ciclo começa. é preciso porém que se terminem os projetos iniciados anteriormente. Ao longo dos anos procrastinamos e deixamos para depois o que poderíamos fazer agora e com muito mais precisão. Preenchemos nossos dias com desculpas e subterfúgios. A construção de um futuro melhor resume-se à espera infecunda por auxílio externo. Aí vale tudo: milagres, orações fortes, corações  despedaçados,amigos inimigos e abandono de valores éticos. Mas como podemos encontrar fora aquilo que não trazemos dentro de nós? Olhando-me no espelho senti medo, pois meus pensamentos pareciam adquirir vida própria. Pareciam querer me dizer que apenas dependia de mim o meu sucesso desta empreitada que a liberdade é valiosa e não há nada que a pague, que a história sempre se repete(a primeira vez como farsa, a segunda como tragédia). Porém fiz que não compreendi uma só palavra ou gesto e virando o rosto encerrei o diálogo e a tentativa de auto-conhecimento.

    2012 para os orientais é considerado o Anodo Dragão. Ano em que serão postas À prova nossas melhores intenções, e as dificuldades que se avizinham têm por intenção fazer a civilização melhorar e evoluir. A crise que assola o mundo é moral e política. Quando nos acomodamos, perdemos motivos para satisfação e alegria. A felicidade depende de nossos atos e reside em cada pequena atitude cotidiana. É questão de escolha. Qual caminho seguir? Que palavra dizer? Acelerar ou frear? Busque no fundo da alma palavras apropriadas que tragam correção, amizade e discernimento. Ouvindo antes de falar. Falando o mínimo possível. Não cedendo aos apelos de consumo inflacionário que desvirtuam as relações humanas e são incendiários como mortíferas bombas de guerra. A maquina de triturar cérebros é mantida e sustentada, incentivada por nós mesmos, que fazemos questão de que ela exista, para termos um pouco de paz em não tendo o que pensar. Sem pensar, o que mantém o agir e nos diferencia do gado e dos animais irracionais?

    A leitura é alimento para o intelecto. Acrescentando termos novos à mente, aumentamos a capacidade verbal e de comunicação. Alegar que o preço do livro é empecilho para a leitura não é verdade,pois a biblioteca municipal oferece gratuitamente milhares de livros dos mais variados gêneros literários, traduzindo em termos acessíveis a história da humanidade. Na biblioteca, encontramos uma porção de motivos para ser frequentador assíduo. Ali o ambiente é sagrado, templo da sabedoria e da cultura.Em seu interior, devemos falar baixo e caminhar suavemente. É preciso saber ver com as mãos, e o toque é um aliado. Segurando um livro atento às suas páginas mergulhamos num universo muito maior do que nós, que conduz em instantes a qualquer local. O conhecimento é o melhor antídoto para a ignorância. Ignorância que causa discórdia, doenças e miséria.O desprendimento é requisito do grande homem.O orgulho leva à depressão, e  a apatia aprisiona o indivíduo numa celas sem grades ou muros, aprisiona-o dentro dele mesmo, e este é o pior dos cárceres. Devemos cooperar com os outros, voltar a nos cumprimentar na rua, um simples e cordial aceno de cabeça para lembrar que, integrantes da mesma sociedade, somos seus pacíficos zeladores.

    Quando concluímos um projeto somamos mais um degrau na escalada do céu. Mas também podemos estar cavando um buraco direto ao inferno. O que vem depois desta vida, sinceramente não sabemos.Mas o que importa é que nesta existência estamos fazendo o melhor que podemos, sempre. Qual sua atitude em relação à cidade e ao país? Qual sua atitude em relação à ecologia, à poesia, à política e ao dinheiro? O mundo é dos que se esforçam!

 

Eduardo Waack
(ed nº 269)

CORRESPONDÊNCIA

Eduardo Parra, o legendário tecladista e compositor integrante da banda chilena Los Jaivas enviou correspondência onde selecionamos o seguinte trecho ao leitor:

"Con el corazón bohemio de todos los tiempos, quiero agradecer públicamente a todos nuestros seguidores, en tanto que director de la Revista Los Jaivas, este medio de comunicacion que representa ciente por ciento el pensamiento jaiveano y los suenõs que estos jaivas tuvieron cuando niños, cuando jóvenes y seguirán teniendo hasta la eternidad; la Unidad, la Paz, el Amor, la Bienquerencia, la Condescendencia, el Perdón, la Hermandad, el Compartir, la Solidariedad, la Igualdad,la Felicidad,la Alegría, la Amistad, la Colaboración,las Artes, la Honestidad, la Dadivosidad, el Altruismo, el Desinterés, el Compañerismo,la Diversidad, lo Autóctono, la Provincia, la Región, el Paisaje,l a Geografia, la Naturaleza, nuestro hermoso e increíble Planeta y todo lo que signifique el Bienestar entre los seres humanos y las naciones."
Eduardo Parra
(tradução livre:"Com o coração boêmio de todos os tempos, eu quero agradecer publicamente a todos os nossos apoiadores, como diretor da revista Os Jaivas, este meio de comunicação que representa por cento paciente jaiveano pensamento e sonhos que estes caranguejos tiveram como filhos, quando jovem, e continuará até a eternidade Unidade, Paz, Amor, benevolência, condescendência, perdão, fraternidade, partilha, solidariedade, igualdade, felicidade, alegria, amizade, a cooperação , Artes, honestidade, benevolência, altruísmo, companheirismo, Abnegação, Diversidade, a nativa, a Província, Região, Paisagem, Geografia, Natureza, nosso belo planeta e surpreendente e tudo o que significa bem-estar entre os seres humanos e as nações. ")




TODA POESIA


UM GRITO DE ESPERANÇA


Ouvirás um grito...
Natal!
Natal, sinônimo...
Nascimento.
Viverás...
Se souberes nascer todos os dias,
Todas as horas,todos os instantes.
Nasça radiante como o sol...
Ultrapasse as nuvens negras, 
enfrente as noites escuras,
E... volte no amanhecer. 

Faça do teu Sorriso
O raio mais puro, 
que acarícia
 as belezas 
deste mundo.
Faça de tuas mãos, o calor ardente
que aquece os corações humanos.
Faça de ti...
O nascimento da esperança e da paz,
Na alma desiludida e revoltada.
Corra pelos campos,
sorria pelas ruas,
Converse com as flores,
espalhe o amor.
Seja criança.
Seja Natal.
Nasça...
       
Olavo Picchi - Natal de 1998





Despeito Respeito

 

 

Vamos unir forças e compor o conjunto,

 com várias mãos  é mais fácil acabar,

um ajudando o outro faz o serviço 

ficar mais leve e descontraído;

ora, cuidado com as partes,

veja bem quem forma o conjunto:

ao agrupar forças, antes de tudo,

está se  envolvendo com seres no projeto

- bons seres e bons conteúdos,

  ruins seres e ...

                                imagine.


(só até esse ponto consegue?)

sou a favor da união dos grandes,

mas, já não sabemos, o grande

também guarda seu ex-centrismo 

e seu orgulho acima da união.

O dito maior não é o mais renomado

e grandioso?

Sua estima ficaria abaixo?

Nunca, olhe lá.

Veja quem você está agrupando,


Há que se dar chance aos intencionados

e talentosos, aos quietos que querem fazer,

dar chance aos que longo tempo

estudam e já querem praticar.

Nisso se pode bem agrupar jovens

que poderão subir.


Mas entre os renomados?

Olhe lá a interligação mental.



II

 

Há um lento Caminho,

às vezes, desesperançoso e tediosos,

que dizem,leva à ascensão.

Não sei, sei que nele sigo.


Dinheiro,por contar com um pouco que me basta,

é desejável, porém relevante

e transfiro, a ânsia da nota, 

por uma sede de arte,

quero consumir arte e realizá-la,

busco-a a cada ciclo respiratório,

só me sacio não me saciando

e buscando mais inspiração.


Inspiração é a conquista,

o ponto que enchergamos

porem nunca chegamos,

me inspira a realização.

A pré-inspiração é a vida,

aquilo que vamos acumulando

e um dia volta-nos em forma

de produtos prontos.


Nunca despreze uma conclusão,

apenas a conclua mais vezes

e até dar-se por satisfeito.

Só me sacio não me saciando.

Edson Fernando